| MINUTA
– PROPOSTA EM DEBATE
APRESENTAÇÃO
A
Revolução é o significante maior
da II SEMARX, seja ela uma “revolução
ativa” como a que desenhou as instituições
no século XIX e XX, com os acontecimentos da
Revolução francesa e da Revolução
soviética, seja ela uma “revolução
passiva”, revolução sem revolução
que redesenha, lenta e gradual, nossas instituições.
A plataforma comum é a resistência a subsunção
ao programa das elites dominantes, a partir de múltiplos
planos moleculares cuja prioridade é a democratização
social, através de avanços incrementais
que põe em xeque a ação das elites
que se exerce de modo a “conservar a tese na antintese”,
o que se materializa desde a luta dos quilombolas a
do movimento software livre.
É
pertinente esperar-se da II SEMARX um esforço
coletivo de desvelamento, em cada mesa de cada área
temática, não só do conflito entre
a tese e antintese da situação que lhe
compete, mas também os contornos de uma síntese
que represente um avanço na luta pela libertação,
pela consciência e pela emancipação.
A II SEMARX aninha a esperança de constituir-se
um momento de socialização do conhecimento
e das experiências das mais diversas circunstâncias
dos conflitos do tempo presente e das suas traduções
em múltiplas guerras de posições,
expressando os diferentes estágios da luta, apontando
as alternativas para que os atores nelas envolvidas
possam incorporar-se por meio de uma política
realista, num contexto que pretende sua abdicação
ou sua expulsão.
Enfim, a II SEMARX é múltipla e expressa
as transformações moleculares em curso
no processo de mudança institucional da sociedade
brasileira, o que pode ser constatado na sua programação.
IHERING
GUEDES ALCOFORADO
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